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Operação no Ceará prende donos de provedores ligados a facções criminosas

Operação Strike: donos de provedores presos no Ceará

Operação Strike: donos de provedores presos no Ceará


Operação no Ceará prende donos de provedores ligados a facções criminosas

Fortaleza (CE) – A Polícia Civil do Ceará deflagrou novas fases da Operação Strike e da Operação Nocaute, que resultaram na prisão de empresários do setor de internet suspeitos de ligação com facções criminosas. Entre os alvos, estavam donos de provedores de internet que, segundo a investigação, atuavam como um verdadeiro cartel no estado.

🔎 O que foi descoberto

De acordo com a Polícia Civil, os empresários eram ligados ao Comando Vermelho (CV) e chegavam a ditar preços de pacotes de internet na região. Além disso, determinavam quais concorrentes deveriam ser atacados, prejudicando empresas rivais que não se submetiam ao esquema.

Na 4ª fase da Operação Strike, realizada em junho de 2025, foram presos 15 empresários, além do bloqueio de 21 contas bancárias que somavam mais de R$ 5,2 milhões. Também foram apreendidas armas, veículos e documentos.

⚖️ Extorsão e violência

As investigações apontam que os provedores sofriam extorsões e eram obrigados a pagar valores à facção criminosa para continuar funcionando. Aqueles que resistiam, tinham seus cabos cortados ou suas equipes atacadas. Em fases anteriores da operação, outros 17 suspeitos já haviam sido presos, incluindo donos de provedores irregulares.

📋 Provedores interditados

O Ministério Público do Ceará (MPCE) e a Polícia Civil divulgaram os nomes de 12 provedores de internet interditados administrativamente, cujos donos tiveram prisão preventiva decretada. Confira a lista:

  • Feitotel Telecom – Antonio Feitoza Gomes Filho
  • Net Show – André Luís Sales Costa
  • Total Net – Thiago Oliveira Damasceno
  • Valdo Net – Florisvaldo Lima Pereira
  • PH Telecom – Paulo Henrique Furtado da Silva
  • Space Net – Davi Paulo da Silva Barbosa
  • AG Net – Arnaldo Elias Santos Bezerra
  • Bob Net – Robson Jorge de Lima Cardoso
  • Net.Com – Eugenio Moura de Lima
  • D3 Connect – Daniel Franscico de Aquino Braga
  • Speed Net – Ícaro Moreira Dias
  • GL Net (B Net) – Francisco Breno Damasceno Gondim

Esses provedores, segundo as investigações, tinham funcionamento autorizado por integrantes da facção criminosa e pagavam “taxas” para operar em áreas controladas pelo crime organizado.

📡 Impacto para o setor

O caso evidencia os riscos do mercado informal e sem regulamentação no setor de telecomunicações. Pequenos provedores, muitas vezes sem licença da Anatel ou sem suporte jurídico adequado, acabam se tornando alvos fáceis para o crime organizado. A ação das autoridades mostra a importância da legalização e do fortalecimento das empresas que atuam de forma regular.

📌 Conclusão

As prisões marcam um ponto importante no combate ao crime organizado no Ceará, mas também levantam um alerta: provedores de internet precisam investir em compliance, licenciamento e segurança jurídica para não se tornarem reféns de facções.

Fonte: Polícia Civil do Ceará, Ministério Público do Ceará, Diário do Nordeste, CNN Brasil.

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